Estilo Científico de Redação
A redação científica deve pautar-se, fundamentalmente, pela clareza, pela simplicidade, pela precisão e pela correção gramatical. A clareza decorre da exposição objetiva das ideias, sem ambiguidades, de modo que o texto admita interpretação inequívoca. Essa qualidade está diretamente relacionada ao domínio que o autor possui sobre o tema tratado, bem como à sua capacidade de organizar e comunicar o conhecimento de forma lógica e acessível.
Na elaboração do manuscrito, recomenda-se a observância das seguintes diretrizes gerais:
- Apresente as ideias com clareza, objetividade e encadeamento lógico.
- Utilize linguagem direta e compatível com o padrão acadêmico-científico.
- Redija com simplicidade e sobriedade, evitando tanto a prolixidade e o excesso retórico quanto construções excessivamente coloquiais. O texto deve concentrar-se no conteúdo relevante, com desenvolvimento suficiente para a adequada compreensão do argumento, sem desvios supérfluos.
- Empregue vocabulário técnico apenas quando necessário, sempre com rigor conceitual e precisão terminológica. O uso inadequado ou excessivo de jargões pode comprometer a inteligibilidade do manuscrito.
- Prefira períodos curtos e bem estruturados, evitando frases excessivamente longas, que dificultem a leitura e prejudiquem a compreensão do texto.
Além da clareza, a redação científica deve apresentar unidade, coerência e precisão. A unidade textual é alcançada quando as diferentes partes do manuscrito se articulam de forma ordenada, com progressão lógica entre seções, subseções, parágrafos e argumentos. A coerência, por sua vez, decorre da harmonia entre as ideias apresentadas ao longo do texto. Já a precisão exige que cada termo, expressão ou enunciado traduza com exatidão aquilo que se pretende comunicar, sem generalizações indevidas, vagueza conceitual ou impropriedade vocabular.
Para manuscritos redigidos em língua portuguesa, recomenda-se o uso da terceira pessoa do singular e de construções impessoais compatíveis com o estilo acadêmico. Devem ser evitadas referências personalizadas, como “minha pesquisa”, “meu estudo” ou expressões semelhantes. Em seu lugar, devem ser empregadas formulações como “o presente estudo”, “a presente pesquisa” ou equivalentes. Também não se recomenda o uso da primeira pessoa do plural como recurso de impessoalização, salvo quando o contexto do texto justificar expressamente sua adoção.
Em todos os casos, o manuscrito deve preservar uniformidade de estilo, consistência terminológica e correção linguística, contribuindo para uma comunicação científica precisa, elegante e compatível com o padrão editorial da RCSF.