Estudo da utilização de sonar subaquático portátil no apoio aos salvamentos marítimos naspraias do Rio de Janeiro

Autores

Palavras-chave:

Bombeiros, Salvamento aquático, Praias, Tecnologia sonar, Acústica submarina

Resumo

Introdução: O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro é responsável pelos salvamentos marítimos nas praias do estado, protegendo vidas em algumas das faixas de areia mais populares do Brasil e do mundo. O emprego de tecnologias no apoio ao resgate de vítimas submersas ainda é considerado escasso, aumentando a dependência das capacidades humanas. Objetivo: Avaliar a eficácia do sonar Aquaeye na localização de corpos submersos em praias, próximo à linha de arrebentação. Métodos: Foram realizados 180 testes na Praia de Copacabana, variando operadores do sonar, ângulo de varredura, tempo de operação, distância e tipo de objeto. As amostras incluíram manequins e corpos humanos. Os dados foram analisados quanto à normalidade (Kolmogorov-Smirnov) e à diferença entre ensaios com desfechos positivo x negativo (Mann-Whitney). Em seguida, aplicou-se regressão logística para avaliar a influência das variáveis operacionais (p<0,05). Resultados: Tempo de operação e ângulo de varredura mostraram-se fatores mais relevantes para a eficácia do sonar, enquanto a distância do objeto não apresentou significância estatística, embora resultados positivos se concentrem em menores distâncias. O equipamento não conseguiu distinguir manequins de corpos humanos. Conclusão: Embora o sonar Aquaeye apresente potencial em operações de salvamento aquático, existem limitações relevantes, especialmente quanto à precisão, à sensibilidade e à incapacidade de diferenciar tipos de corpos em diferentes condições ambientais

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Publicado

2026-07-02