Câncer de pele em guarda-vidas: exposição ocupacional à radiação ultravioleta e estratégias defotoproteção - revisão narrativa

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Palavras-chave:

Neoplasias cutâneas, Exposição ocupacional, Raios ultravioleta, Protetores solares, Saúde do trabalhador

Resumo

Objetivos: Sintetizar a evidência científica sobre exposição ocupacional à radiação ultravioleta solar em guarda-vidas, caracterizar o risco de câncer de pele nesse grupo profissional e identificar estratégias de fotoproteção
aplicáveis ao contexto do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Métodos: Revisão narrativa da literatura, com busca na base PubMed e em compêndios dermatológicos de referência, no período de 2020 a 2025. Foram empregados os descritores lifeguards, occupational exposure, ultraviolet radiation, skin cancer e photoprotection, além de seus correspondentes em português. Selecionaram-se estudos observacionais, ensaios clínicos e revisões sistemáticas. A seleção dos estudos foi baseada na relevância clínica e qualidade metodológica. Os
dados foram sintetizados de forma narrativa. Resultados: Guarda-vidas recebem cargas de radiação ultravioleta solar diárias em média superiores a 6 doses eritematosas padrão, com elevada prevalência de queimaduras solares. A literatura sustenta associação consistente entre exposição cumulativa e intermitente e os principais subtipos de câncer cutâneo (carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma). Medidas de prevenção primária fotoproteção química e física, sombreamento, escala protetiva e educação em saúde, somadas à vigilância dermatológica e à
reabilitação ocupacional, mostram-se efetivas quando adotadas de forma integrada. Conclusão: A categoria apresenta risco ocupacional elevado e exige estratégias institucionais sistemáticas de fotoproteção, rastreamento e reabilitação. A escassez de dados nacionais específicos justifica investigações futuras. 

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Publicado

2026-07-02