Abrigos temporários e saúde pública: desafios e aprendizados nas enchentes do Rio Grande doSul em 2024

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Palavras-chave:

Abrigos temporários; Saúde pública; Defesa Civil; Enchentes; Rio Grande do Sul

Resumo

As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 provocaram o deslocamento de milhares de pessoas e exigiram a rápida instalação de abrigos temporários em espaços adaptados emergencialmente. Embora esses locais tenham desempenhado papel essencial na proteção imediata da população afetada, também evidenciaram diversas fragilidades. Este artigo tem como objetivo analisar os principais desafios associados à gestão de abrigos temporários, com ênfase nos impactos sobre grupos vulneráveis e nas lições aplicáveis à resposta a futuras emergências. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, associada à análise documental, com base em publicações científicas e documentos oficiais sobre o tema, publicados entre 2010 e 2024. Os resultados indicam que a superlotação,
a ventilação inadequada, as condições sanitárias precárias e a ausência de fluxos padronizados ampliaram os riscos de doenças respiratórias e gastrointestinais, agravamento de doenças crônicas e sofrimento psicológico entre os abrigados. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com deficiência apresentaram maior vulnerabilidade. Como limitação, o estudo
baseou-se em fontes heterogêneas, incluindo literatura científica e documentos técnicos. Conclui-se que a gestão de abrigos temporários deve integrar o planejamento prévio para desastres, com protocolos definidos, equipes capacitadas e articulação permanente entre saúde, assistência social e Defesa Civil. 

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Publicado

2026-07-02