Acessibilidade e atendimento emergencial à pessoa surda: uma revisão de práticas e tecnologiasnas corporações de bombeiros militares

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Palavras-chave:

Língua de Sinais, Serviços Médicos de Emergência, Tecnologia Assistiva, Gerenciamento de Riscos

Resumo

A acessibilidade comunicacional constitui um dos principais desafios no atendimento emergencial prestado às pessoas surdas. Apesar dos avanços legais relacionados ao reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e à promoção da inclusão, persistem barreiras que podem comprometer a qualidade do atendimento e aumentar riscos operacionais em situações de emergência. Objetivo: Analisar a acessibilidade comunicacional no atendimento emergencial à pessoa surda, identificando aspectos legais, práticas de capacitação em LIBRAS e
tecnologias assistivas aplicadas às corporações de bombeiros militares. Métodos: Estudo qualitativo, exploratório e descritivo, desenvolvido por meio de revisão bibliográfica e documental com abordagem sistematizada. Foram consultadas bases acadêmicas e documentos institucionais relacionados à acessibilidade comunicacional, formação
em LIBRAS e tecnologias assistivas no contexto do atendimento emergencial. Adicionalmente, realizou-se análise comparativa de iniciativas desenvolvidas em corporações de bombeiros militares brasileiras. Resultados: Os resultados evidenciaram que a comunicação com pessoas surdas ainda representa uma lacuna operacional em grande
parte das corporações analisadas, devido à limitada oferta de capacitação em LIBRAS e à ausência de protocolos específicos. Foram identificadas iniciativas promissoras envolvendo aplicativos acessíveis, plataformas digitais de acionamento de emergência e recursos visuais de apoio à comunicação. Observou-se que a integração entre capacitação profissional e tecnologias assistivas contribui para a redução de barreiras comunicacionais e para o aprimoramento da resposta operacional. Conclusão: A promoção da acessibilidade comunicacional no atendimento
emergencial requer investimentos em formação continuada, adoção de tecnologias assistivas e adequação dos protocolos institucionais, visando garantir atendimento mais seguro, inclusivo, equânime e humanizado à população surda. 

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Publicado

2026-07-02